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Formas de transmissão

As principais formas de transmissão deste vírus são:

  • Contacto sexual.- Qualquer relação sexual não protegida, heterossexual ou homossexual. É a forma mais frequente de contágio.
  • Derivados do sangue. – Existiram cadeias de transmissão através de transfusões de sangue contaminado, porém actualmente, esta situação é muito rara pois todos os dadores de sangue fazem análises para este vírus.
  • Utilização de agulhas e seringas contaminadas. – A partilha pode acontecer no contexto da toxicodependência. Todavia, também este tipo de transmissão já é pouco frequente. 
  • Gravidez. – É possível a transmissão, porém existem tratamentos que reduzem substancialmente esse risco. A contaminação no momento do parto ou durante a amamentação é praticamente nula. 
  • Materiais cortantes.- Se o sangue de uma pessoa contaminada ficar no material, o vírus passa para quem o for usar.
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Tratamento

O tratamento médico precoce e um estilo de vida saudável podem ajudar a retardar o aparecimento da SIDA e é feito consoante cada doente, não havendo um tratamento padrão.

O tratamento é feito com vários medicamentos que combatem o vírus HIV e fortalecem o sistema imunológico do indivíduo. O objetivo é aumentar a produção de células que aumentem a capacidade de resposta do sistema imunitário. É realizado com medicamentos anti-retrovirais. 

É importante não fumar, beber álcool ou utilizar drogas, assim como evitar comportamentos sexuais de risco. 

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Sida – Breve Resumo

Introdução

De acordo com a revista Science, a Sida surgiu nos anos 20 do século passado, na atual República Democrática do Congo e apesar de o vírus ter origem em chimpanzés dos Camarões, terá passado para os humanos. Shereen Usdin, médica norte-americana especialista nesta doença, defende a teoria de que o vírus terá passado dos macacos para os humanos por volta de 1930, provavelmente através do contacto direto com carne infetada de um macaco. Várias situações históricas terão levado à propagação deste vírus, uma propagação silenciosa que dará os primeiros sinais em finais dos anos 70, princípios dos anos 80, em que são reportados os primeiros casos da doença junto de homossexuais norte-americanos.

A Sida é uma doença resultante da infeção pelo VIH, do qual se conhecem dois tipos: o VIH 1 e o VIH 2.

Esta doença pode-se transmitir pelo contacto com sangue infectado (ex: partilha de seringas em toxicodependentes) ou por contacto sexual.

Os primeiros casos de Sida, foram relatados na década de 70 e, atualmente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, julga-se que existam cerca de 37 milhões de pessoas infetadas por este vírus, em todo o mundo.

Infelizmente, em pleno séc. XXI, após divulgação de tanta informação, a Sida ainda é responsável por centenas de milhar de mortes anualmente, um pouco por todo o mundo. Relativamente aos últimos dados de 2018, cerca de 770 mil pessoas em todo o mundo morreram de doenças relacionadas com a Sida. Sendo uma doença que ataca o sistema imunitário, ficando este mais fraco e débil, podem ocorrer doenças como Tuberculose, Pneumonia ou o Linfoma, que, em casos mais extremos, podem levar o paciente à morte.

Nem todas estas doenças são graves e podem ser controladas, no entanto a carga de antiretrovirais deverá ser adequada e a nova doença deverá ser tratada o quanto antes. 

Historicamente, o pico do número anual de novas infecções foi em 1997, com cerca de 3,3 milhões de novos casos de infecção por todo o mundo. No entanto, graças à informação que se divulga, aos avanços na medicina e a uma maior consciencialização de como se pode evitar, os casos têm reduzido drasticamente, sendo as zonas mais atingidas a Ásia Central e África.

De acordo com estudos projectados em 2018 pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Direção-Geral da Saúde, em Portugal, houve cerca de um milhar de novos casos de infeção por VIH em Portugal, sendo a maior parte dos novos diagnósticos em residentes na Área Metropolitana de Lisboa e Vale do Tejo. A maioria (71,2%) registou-se em homens, com idade mediana ao diagnóstico de 40 anos. À data do diagnóstico da infeção 15,9% dos casos apresentavam patologia indicadora de SIDA e os valores das contagens iniciais de linfócitos TCD4+ revelaram que em 55,8% dos novos casos, o diagnóstico foi tardio. As mais elevadas percentagens de diagnósticos tardios foram observadas em homens heterossexuais (70,2%) e em casos com idades ≥ a 50 anos (70,7%). Em 97,3% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual, com 62,3% a referirem contato heterossexual. Os casos em homossexuais corresponderam a 49,2% dos casos diagnosticados e apresentaram uma idade mediana de 31 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 2,3% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão. Foram ainda notificados 227 novos casos de SIDA e 261 óbitos ocorridos em 2018 em casos de infeção por VIH ou SIDA.

Felizmente, a tendência atual de diagnóstico de novos casos tem sido decrescente, tanto em infecção por VIH, tanto pelo estádio da Sida. Até hoje não existe uma cura ou qualquer tipo de vacina preventiva, porém existem medicamentos, alguns caros e com alguns efeitos secundários, mas que permitem aos portadores de Sida, terem uma vida perfeitamente normal e poderem continuar a sua vida tanto pessoal, como profissional, tanto como afectiva.

Só nos resta lamentar os mais de 30 milhões de vidas que se perderam à mercê desta epidemia…. Pessoas como nós, com vidas como as nossas, que de repente se viram com uma doença que não compreendiam…o medo e a angústia de uma morte que podia chegar rapidamente e com dor…Afortunadamente, os avanços na medicina permitiram esta estabilidade, tornando a Sida numa doença crónica, tal como outra qualquer…

Principais sintomas

Inicialmente, a infeção pelo VIH pode passar despercebida porque os sintomas são ligeiros e possíveis de confundir com uma simples gripe. Após a infeção, o vírus começa a instalar-se no corpo e começa a destruir os linfócitos, atacando assim o nosso sistema imunitário. Consequentemente, o corpo reage e tenta eliminar o vírus. Nesta fase o virus fica adormecido e pode durar até cerca de 10 anos (dependendo da gravidade) e o doente é referido como sendo portador do vírus ou seropositivo, uma vez que as análises realizadas nesta fase conseguem identificar sua a presença.

Há que referir que mesmo sem sinais de doença, um portador do VIH pode infetar qualquer pessoa com quem tenha contacto sexual.

Os primeiros sintomas podem surgir entre 5 a 30 dias depois do contacto com o vírus, sendo mais frequente entre os 10 e os 15 dias.

Entre os sintomas mais comuns estão a febre, dor de garganta, dor de cabeça, dores musculares e náuseas.  Após esta fase inicial de latência do vírus, e o sistema imunitário estar mais enfraquecido, podem surgir os seguintes: febre alta persistente; tosse seca prolongada; inchaço dos gânglios linfáticos, dores em todo o corpo, cansaço, emagrecimento, espessamento das unhas, diarreias persistentes e pequenas manchas vermelhas na pele (Sarcoma de Kaposi).

Em caso de suspeitar ser portador desta doença, deve realizar o teste gratuitamente em qualquer centro de saúde. 

Tratamento 

O tratamento médico precoce e um estilo de vida saudável podem ajudar a retardar o aparecimento da SIDA e é feito consoante cada doente, não havendo um tratamento padrão.

O tratamento é feito com vários medicamentos que combatem o vírus HIV e fortalecem o sistema imunológico do indivíduo. O objetivo é aumentar a produção de células que aumentem a capacidade de resposta do sistema imunitário. É realizado com medicamentos anti-retrovirais. 

É importante não fumar, beber álcool ou utilizar drogas, assim como evitar comportamentos sexuais de risco. 

Formas de transmissão

As principais formas de transmissão deste vírus são:

  • Contacto sexual.- Qualquer relação sexual não protegida, heterossexual ou homossexual. É a forma mais frequente de contágio.
  • Derivados do sangue. – Existiram cadeias de transmissão através de transfusões de sangue contaminado, porém actualmente, esta situação é muito rara pois todos os dadores de sangue fazem análises para este vírus.
  • Utilização de agulhas e seringas contaminadas. – A partilha pode acontecer no contexto da toxicodependência. Todavia, também este tipo de transmissão já é pouco frequente. 
  • Gravidez. – É possível a transmissão, porém existem tratamentos que reduzem substancialmente esse risco. A contaminação no momento do parto ou durante a amamentação é praticamente nula. 
  • Materiais cortantes.- Se o sangue de uma pessoa contaminada ficar no material, o vírus passa para quem o for usar.